Le Havre suspende o treinador Didier Digard após goleada do PSG e Roussier demite-se
Último da Ligue 1 e sem vencer, o Le Havre suspende Didier Digard após o 1-5 com o PSG. Jaïr Karam assume o comando e o presidente Roussier demite-se.
Redação EZCO··Tempo de leitura: 3 min

O Le Havre puxou o travão de emergência. Um dia depois da derrota por 1-5 em casa frente ao Paris Saint-Germain, o clube da Ligue 1 anunciou no sábado, 31 de outubro, que o treinador Didier Digard foi suspenso com efeitos imediatos e que o presidente Jean-Michel Roussier deixa o cargo. O diretor da formação, Jaïr Karam, vai orientar a equipa principal como treinador interino quando os treinos forem retomados, na segunda-feira, 2 de novembro.
O que o clube anunciou
O Le Havre escolheu as palavras com cuidado. Digard foi alvo de uma «mise à pied à titre conservatoire», uma suspensão preventiva prevista na lei laboral francesa enquanto decorre um processo, com novas decisões a seguir. Na prática, a passagem pelo banco termina por agora: órgãos franceses como o Foot01 já falam em despedimento, mas o clube não usou essa palavra.
A remodelação chega também à direção. O conselho de administração do proprietário, o Blue Crow Sports Group, aceitou «o princípio» da demissão de Roussier, ao fim de quatro anos como presidente; será formalizada numa reunião do conselho na quinta-feira, 5 de novembro. Até ser nomeado um novo presidente e diretor executivo – «muito em breve», garante o clube –, o diretor-geral Yacine Alaoui supervisiona as áreas administrativa e desportiva.
Nove jornadas sem vencer
Os números explicam a urgência. Ao fim de nove jornadas, o Le Havre é último na classificação da Ligue 1, com dois empates, sete derrotas e uma diferença de golos de –11. Segundo o Foot Mercato, é um dos dois únicos clubes dos cinco principais campeonatos europeus que ainda não venceram para o campeonato nesta época. O jogo de sexta-feira frente ao campeão seguiu um guião conhecido: Josh Maja colocou a equipa da casa em vantagem aos 18 minutos, Mika Godts e Achraf Hakimi deram a volta ao marcador em dez minutos e Hakimi acabou por fazer um hat-trick.
| Pos. | Clube | J | Pontos | Dif. golos |
|---|---|---|---|---|
| 16 | Strasbourg | 8 | 7 | –6 |
| 17 | Le Mans | 9 | 7 | –7 |
| 18 | Le Havre | 9 | 2 | –11 |
Os três últimos da Ligue 1 antes dos restantes jogos da 9.ª jornada, a 1 e 2 de novembro (dados de jogos EZCO).
Karam sobe da formação
Karam conhece o clube por dentro: como diretor do centro de formação, trabalhou com muitos dos jovens que hoje fazem parte do plantel ou andam perto dele. Herda uma equipa que precisa de pontuar depressa: a distância para o Le Mans, 17.º, e para o 16.º lugar, de play-off, já é de cinco pontos. Até aqui, só o Lens tinha trocado de treinador nesta Ligue 1; o Le Havre é o segundo.
A nossa análise
Digard, no cargo desde 2024, tinha mantido na Ligue 1 uma equipa de orçamento modesto, o que lhe deu tempo. Mas dois pontos em 27 é uma série que nenhum clube nos lugares de baixo pode ignorar, e o 1-5 diante dos próprios adeptos foi a gota de água. A linguagem jurídica cautelosa sugere que o Le Havre quer uma separação limpa e não um conflito aberto. Mudar de treinador e de presidente ao mesmo tempo mostra também que os donos veem um problema mais amplo do que os resultados. Se Karam será uma ponte ou uma opção de longo prazo dependerá dos próximos jogos – e de quem for o presidente na próxima semana.
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